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Carbono e Siderurgia

Publicado dia, 21/8/2009

Prezados(as) amigos(as):

Como é do conhecimento de todos, a Plantar começou há quase 10 anos o desenvolvimento de iniciativa pioneira no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Quioto em parceria com o Fundo Protótipo de Carbono do Banco Mundial, visando a redução de emissões de gases de efeito estufa na cadeia produtiva da siderurgia, por meio da utilização de carvão vegetal renovável, um "biocombustível sólido" proveniente de novas florestas plantadas.

Considerando a complexidade do tema e a sua inserção no Protocolo de Quioto, passamos por diversos desafios, que demandaram muita perseverança e coragem ao longo de todo esse tempo. Felizmente, no final do mês passado, tivemos uma excelente notícia, que nos encheu de alegria e que gostaríamos de compartilhar com todos vocês: o Conselho Executivo do MDL aprovou em sua última reunião a última das metodologias nas quais estávamos trabalhando há vários anos e que permitirá a elaboração de projetos de MDL que visem a substituição energética em altos-fornos siderúrgicos.

Como já havíamos aprovado as metodologias de florestamento/reflorestamento e a metodologia de redução de emissões de metano na carbonização, a partir de agora o setor siderúrgico poderá contar com recursos financeiros do MDL, em toda a cadeia produtiva. Ou seja essas 3 metodologias já aprovadas pela Plantar cobrem toda a cadeia produtiva que v ai da floresta até o processo de termo-redução em altos-fornos, seja para a fabricação de ferro-gusa ou dos diversos tipos de aço. São poucos os setores no mundo que contam com essa alternativa.

Destaca-se também a oportunidade de se integrar o MDL a políticas públicas de desenvolvimento sustentável no setor siderúrgico e em outros setores que podem usar a madeira como fonte de energia, garantindo a boa convivência entre competitividade empresarial e o respeito ao meio ambiente. Nesse sentido, torna-se importante destacar os diversos esforços já em andamento no estado de Minas Gerais, que também podem ser aproveitados em nível federal. Trata-se de uma oportunidade ímpar de captação de recursos adicionais para combater o déficit de suprimento de madeira de fontes renováveis, que há muito tempo afeta o Brasil e que faz com que o país não aproveite plenamente o potencial da madeira como fonte de energia limpa.

Sabemos que o MDL pode e deve passar por diversos aprimoramentos. Ao longo desses últimos anos experimentamos de perto as dificuldades. Mas, na medida em que a comunidade internacional se prepara para a COP15 em Copenhague, gostaríamos igualmente de reafirmar o vasto potencial do mecanismo e a sua importância para a inserção de diversas empresas e setores brasileiros nos esforços nacionais de mitigação das mudanças climáticas.

Ao mesmo tempo em que é hora de celebrar, temos o dever de agradecer muito a todos que contribuíram, direta ou indiretamente, para esse trabalho de muitas mãos. Em especial, gostaríamos de destacar o apoio do Dr. José Miguez, da Dra. Thelma Krug, do Secretário José Carlos Carvalho e do Prof. Gylvan Meira e de tantos outros que merecem e que pedimos se considerem destacados.

Na oportunidade, informamos também que para aproveitar o trabalho e a experiência de elaboração e, principalmente, de implementação prática dessas metodologias e projetos ao longo dos últimos 10 anos, o Grupo Plantar acaba de criar a sua mais nova empresa, a Plantar Carbon Ltda que terá como objetivo assessorar organizações interessadas em desenvolver projetos de reduções de emissões conforme as regras do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, em consonância com o princípio das responsabilidades comuns mas diferenciadas e com os esforços nacionais de mitigação de emissões.

Fonte: Reflore-MS

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